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Substituição da rainha: como e quando trocar a sua rainha

A rainha é o coração de cada colmeia: a sua qualidade define quantas abelhas vai ter, o temperamento delas e quanto mel vai colher. Enquanto ela puser bem, deixe-a em paz. Mas toda rainha acaba por enfraquecer, e algumas falham mais cedo do que se espera — e então a substituição da rainha (trocar a rainha) é uma das jogadas mais poderosas que um apicultor tem. Este guia ajuda-o a reconhecer o momento certo e a introduzir uma nova rainha sem perder a colmeia.

Porquê substituir a rainha

Não se substitui a rainha porque ela está "velha de anos" — substitui-se porque algo está errado. As razões mais comuns são:

Muitos apicultores também substituem a rainha de forma planeada a cada um ou dois anos, porque uma rainha jovem põe mais, enxameia menos e inverna melhor.

Como ler os sinais

Antes de decidir, abra a colmeia e olhe só para a cria — ela diz-lhe tudo. Cria compacta, de ponta a ponta, com os ovos centrados nas células, significa que a rainha está a cumprir a sua função. Os sinais de alerta são cria salpicada e irregular (falhas entre as células operculadas), muita cria de zângão em favo de operária, ou ausência de ovos ao longo de várias inspeções. Antes de culpar a rainha, descarte a varroa, as doenças da cria e a fome — podem dar uma imagem parecida.

Onde arranjar uma nova rainha

Tem três caminhos. O mais seguro é comprar uma rainha marcada e fecundada a um criador de confiança — fica com genética conhecida (linhagens mansas e produtivas) e sabe a idade dela. O segundo é criá-la você mesmo a partir de larvas da sua melhor colmeia. O terceiro é dar à colmeia um quadro com ovos e cria jovem e deixá-la criar a sua própria, mas aí não escolhe a genética e perde algumas semanas. Seja qual for a opção, escolha uma linhagem mansa e que inverne bem no seu clima.

Introduzir uma rainha em segurança

As abelhas rejeitam e matam facilmente uma rainha estranha, por isso nunca solte uma rainha nova à solta no meio delas. O procedimento é assim:

Não abra a colmeia todos os dias "para verificar" — a perturbação é uma causa comum de rejeição.

A união com jornal como alternativa

Se a colmeia órfã estiver fraca, muitas vezes é mais seguro uni-la a uma colmeia forte que já tem uma boa rainha do que introduzir uma nova. Coloque uma folha de jornal (furada com alguns buracos) entre as duas caixas e deixe as abelhas roê-la ao longo de uns dias. A mistura lenta dos cheiros através do papel evita a luta, e fica com uma só colmeia forte sob uma única — e melhor — rainha.

O calendário ao longo da estação

Uma rainha é aceite mais facilmente durante um fluxo de néctar e em pleno desenvolvimento, da primavera até ao fim do verão, quando há muitas abelhas jovens e alimento. O fim do verão e o início do outono são excelentes, porque entra no inverno com uma rainha jovem. Evite o tempo frio ou húmido, e o fim do outono, quando a colmeia aceita mal. Se não houver fluxo de néctar, uma alimentação ligeira com xarope aumenta as suas hipóteses.

Verificações de aceitação e erros comuns

Passados sete a dez dias, abra a colmeia com cuidado e procure ovos e cria fresca não operculada — prova de que a nova rainha está a pôr. Só então retire a gaiola, se as abelhas ainda não a tiverem libertado.

Os erros mais comuns são: uma segunda rainha (a velha) deixada para trás que lhe escapou, abrir a gaiola cedo demais, introduzir enquanto a colmeia constrói as suas próprias realeiras, e usar fumo e manuseamento em excesso. A paciência é a sua melhor ferramenta.

Depois de introduzir uma nova rainha, registe-a na aplicação bee-keeper, com o ano de marcação e a origem — assim, ao longo dos anos, sabe exatamente que idade tem cada rainha e que linhagens funcionam melhor para si.

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